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Autor: Michael Martin

Tradução: Gilmar Pereira dos Santos

O Argumento Transcendental para a Existência de Deus (ATD) — o argumento segundo o qual a lógica, a ciência e os padrões éticos objetivos pressupõem a existência do Deus cristão — tem sido reiteradamente utilizado por um pequeno grupo de apologistas cristãos operando dentro da tradição presbiteriana ortodoxa. Recentemente mostrei que Greg Bahnsen, o principal defensor do ATD, fracassou em demonstrar que o raciocínio indutivo pressupõe a existência do Deus cristão[1]. Neste artigo eu avalio outra parte do ATD —  a afirmação feita por Bahnsen nos debates contra Gordon Stein[2] e George Smith[3] — de que a lógica dedutiva pressupõe a existência do Deus cristão[4].

A Lógica Dedutiva e a Tese do ATD

Interpretemos a lógica dedutiva como sendo o estudo dos argumentos dedutivos válidos; isto é, argumentos nos quais as premissas tornam a conclusão necessária. Sob este entendimento comum, SE as premissas de um argumento são verdadeiras, ENTÃO a conclusão deve ser verdadeira. A validade dedutiva é determinada pela forma do argumento e não pelo conteúdo das premissas. Um exemplo de argumento dedutivo válido é:

Todos os cães são marrons.

Rover é um cão.

______________________________

Portanto, Rover é marrom.

A validade do argumento não é uma função da veracidade das premissas mas de sua estrutura formal que é:

Todos os D’s são B,

x é D

__________________________________

Portanto, x é B.

Assim interpretada, a afirmação de Bahnsen é que a validade dos argumentos dedutivos pressupõe a existência de Deus.

O que Bahnsen quis dizer com alguma coisa A presume alguma outra coisa B? Colocando o que Bahnsen entende por “pressupõe” em termos que ele próprio usa com frequência: Dizer que A pressupõe B equivale a dizer que não poderíamos “compreender” A sem presumir B. Entretanto, supondo que reconheçamos que deve-se presumir B para que A faça sentido, disso não resulta que B seja verdadeira. Por exemplo, se estou tentando me comunicar com uma audiência falando-lhe em inglês, minhas ações não fazem sentido a menos que ela seja capaz de entender o idioma inglês. Mas disso não se segue que ela realmente o seja. Ela pode compreender apenas o idioma chinês. Cientistas ouvindo sinais de rádio do espaço sideral a fim de fazer contato com formas de vida extraterrestres pressupõem que tais formas de vida sejam possíveis. Mas disso não se segue que necessariamente existam. De maneira similar, se, como Bahnsen afirmou, a cosmovisão cristã é pressuposta pela validade lógica, não se segue que a cosmovisão cristã seja verdadeira. Pode muito bem ser o caso de a validade dedutiva ser um mito. O ATD não estabeleceria a veracidade da cosmovisão cristã mas somente a inconsistência dos ateus que pressupõem a validade dedutiva. Além disso, como veremos, não há razão para imaginar que não podemos ser coerentes ao fazer uso da validade lógica sem a crença no Deus cristão.

Não obstante Bahnsen às vezes dar a entender por A pressupõe B que não podemos “dar sentido” a A sem presumir B, esta expressão pode ser interpretada de outra maneira. A pressupõe B muitas vezes significa que A implica logicamente B. Em outras palavras, se A pressupõe B, seria inconsistente afirmar A e negar B. Por exemplo, ser uma irmã pressupõe ser do sexo feminino no sentido de que é inconsistente afirmar que alguém é uma irmã não é do sexo feminino[5]. Seria a isto que Bahnsen está querendo chegar? Se sim, sua alegação é duvidosa. Não parece haver nada de inconsistente em afirmar que a validade dedutiva existe e que o Cristianismo é falso. Assim interpretada, a afirmação de Bahnsen parece falhar no teste de consistência. Obviamente, é possível que exista uma contradição sutil e oculta escapando à nossa observação. Mas isto teria que ser demonstrado por argumentos que Bahnsen não providenciou.

Ateísmo, Materialismo e Lógica

Um dos argumentos de Bahnsen para sustentar que os ateus não podem recorrer à lógica sem pressupor a cosmovisão cristã é que o ateísmo é comprometido com o materialismo. Sustentando que o materialismo é incompatível com o caráter normativo, abstrato e permanente dos princípios lógicos, Bahnsen afirma que os ateus não podem coerentemente recorrer à lógica[6].

Há três problemas com este argumento. Primeiro, Bahsen não apresentou um argumento sequer respaldando sua visão de que o materialismo é incompatível com a lógica. Materialistas célebres como D. W. Armstrong e J. J. C. Smart tem defendido vigorosamente o materialismo contra ataques e Bahnsen não tentou lidar com seus argumentos[7]. Segundo, ainda que alguns ateus tenham sido materialistas não há razão pela qual eles devam necessariamente o ser, e, de fato, vários ateus filosoficamente gabaritados não o são. Vários ateus contemporâneos presumem uma ontologia pluralista na qual as entidades materiais constituem apenas uma classe de de entidade em sua ontologia. Bertrand Russell, por exemplo, foi um ateu que acreditava em entidades matemáticas abstratas. Terceiro, mesmo que os ateus estejam comprometidos com o materialismo e o materialismo seja incompatível com a lógica, não se segue que a lógica pressupõe a existência do Deus cristão.

Convencionalismo Lógico

A posição de Bahnsen é parcialmente baseada em sua rejeição do convencionalismo lógico, a concepção de que a lógica é uma convenção humana. Duas questões que podem ser levantadas sobre esta rejeição:

1.) Teria ele compreendido mal o convencionalismo lógico?

2.) A rejeição do convencionalismo lógici implica realmente a veracidade do Cristianismo?

No debate Stein-Bahnsen, Stein presumiu que a lógica dedutiva é uma convenção humana que não tem nada a ver com Deus, seja ele cristão ou algum outro. Bahnsen por sua vez criticou o convencionalismo lógico argumentando que se a lógica é convencional, ela é arbitrária[8], e que isto é um absurdo.

Entretanto, defensores sofisticados do convencionalismo lógico não concordam que os princípios lógicos sejam arbitrários. Convencionalistas como Ernest Nagel defenderam que as regras que governam a validade dedutiva não são arbitrárias, já que são adotadas para propósitos específicos que são mais bem realizados quando a linguagem é empregada de uma maneira que se aproxima das normas expressas por estas regras[9]. Em outras palavras, as regras da validade dedutiva são justificadas em fundamentos pragmáticos e instrumentais.

Stein estava em boa companhia ao adotar o convencionalismo lógico. Entretanto, esta não é a única posição compatível com o ateísmo e não é claro que seja a melhor posição a tomar. Um problema com esta abordagem da lógica é que não fica claro como alguém pode interpretar a Lei da Não-Contradição — não(p e não-p) — em termos pragmáticos. Esta lei é pressuposta em todos as reflexões racionais e raciocínios dedutivos válidos. Contudo, a negação desta lei não é apenas pragmaticamente suspeita — é uma contradição. Como um comentarista colocou, sob condições apropriadas para o uso de “não” e “e” não seria possível pensar ou falar “violando o princípio sob o qual a convenção usual é expressa por ‘não (p e não-p)‘”[10] Certamente o que é convencional é a linguagem utilizada para expressar a proposição de que não é o caso de (p e não-p) e não a verdade da própria proposição.

Lógica e Metafísica

Entretanto, existe um longo caminho a percorrer desde o reconhecimento de que a validade dedutiva, por exemplo, não é convencional, até a conclusão de que Bahnsen precisa: qual seja, a de que a validade dedutiva pressupõe o Deus cristão. Como o próprio Bahnsen afirma, existem diversas interpretações diferentes da lógica[11]. Sem dúvidas. Mas na vasta maioria destas interpretações a validade dedutiva é independente de Deus. Que possíveis argumentos poderiam ser construídos para se alcançar a conclusão de que a validade dedutiva pressupõe o Deus cristão? Talvez isto seja o que Bahnsen tinha em mente:

(1) Ou a validade dedutiva é convencional ou não é.

(2) Se não é convencional, ela deve possuir uma explanação metafísica.

(3) Se ela possui uma explanação metafísica, então a melhor explanação metafísica é que ela tenha sido criada pelo Deus cristão.

(4) A validade dedutiva não é convencional.

_________________________________________________________________________

(5) Portanto, a melhor explanação metafísica da validade dedutiva é que ela foi criada pelo Deus cristão.

Este argumento é formalmente válido. A questão crucial é se as premissas são verdadeiras. Admitiremos a veracidade as premissas (1) e (4). As premissas (2) e (3), entretanto, são problemáticas.

Considere (2). Apenas porque a validade dedutiva não é convencional não se segue que ela precise de uma explanação metafísica. Sob uma interpretação, a validade dedutiva é explicada meramente pelo significado de termos como “todos“, “algum“, “se…, então“, “não“, “e“, “ou“, e por aí vai. Neste caso, pode-se ver que as premissas de argumentos dedutivos válidos tornam necessária a conclusão, e por que, simplesmente compreendendo o significado dos termos envolvidos. Mas então a explanação da validade dedutiva não é metafísica mas semântica, isto é,  a necessidade da validade dedutiva é uma função do significado dos conceitos envolvidos. Não há nada convencional acerca disso, contudo. Os termos utilizado para expressar estes significados podem ser convencionais, mas não a validade dedutiva propriamente dita. Resumindo, a explanação da validade dedutiva encontra-se próxima da superfície, e nenhuma explanação metafísica profunda lhe é necessária.

Agora considere a premissa (3). Existem, obviamente, outras interpretações metafísicas da lógica além da cristã. Por exemplo, Aristóteles acreditou que as leis do pensamento – a lei da identidade (se qualquer coisa é P, então ela é P), a lei da contradição (não é o caso de que alguma coisa seja P e não-P), e a lei do terceiro excluído (ou alguma coisa é P ou é não-P)–( que ele acreditou serem pressupostos de todo raciocínio) são descritivos do ser “como tal” e são apenas secundariamente padrões do pensamento correto. Para Leibniz, as leis do pensamento vigoram em todos os mundos logicamente possíveis e são “portanto, descritivas dos fatos de tal modo que nem mesmo Deus é capaz de altera-las.”[12] Por implicação ele sustentava uma posição similar sobre a validade dedutiva. Obviamente, tais interpretações da validade dedutiva são independentes da teologia cristã e, naturalmente, poderia ser adotadas por ateus. Além disso, elas não aparentam ser nem um pouco menos satisfatórias do que uma interpretação cristã das leis do pensamento.

O Alegado Mistério da Aplicabilidade da Lógica ao Mundo

Há uma outra razão que um apologista cristão pode apresentar para respaldar a idéia de que a lógica pressupõe a existência do Deus cristão. Tenha Bahnsen ou não realmente aceitado este argumento, ele certamente partilha do espírito de seu pensamento. Pode-se argumentar que somente uma cosmovisão cristã oferece uma explicação da razão pela qual a lógica se aplica ao mundo. Sem postular Deus pode-se afirmar que a correspondência entre a lógica formal e sua aplicação à realidade seria um mistério.

Entretanto, este pode ser um pseudoproblema pois é difícil ver como a lógica poderia não se aplicar ao mundo. Supor que Deus acarreta uma congruência de outro modo inexplicável  entre a lógica e o mundo sugere que podemos imaginar como seria se o mundo não correspondesse à lógica. Mas em relação à validade dedutiva isto é impossível de fazer. Como seria o mundo se a validade dedutiva não lhe fosse aplicável? Seria um mundo em que um argumento dedutivamente válido com premissas verdadeiras possuísse uma conclusão falsa? Entretanto, isto não faz sentido algum.

Certamente, já foi afirmado que a Lei da Não-Contradição não é aplicável nem mesmo em nosso mundo. Mas esta afirmação é baseada numa confusão profunda. Pode-se sustentar que a sentença “Michael Martin morou em Cincinnati” era verdadeira em 1950 e não era verdadeira em 1960. Consequentemente ela é verdadeira e falsa e portanto a Lei da Não-Contradição falha. Mas não há dúvidas de que existe um equívoco aqui. A proposição completa é ou “Michael MArtin morou em Cincinnati em 1950” ou “Michael Martin viveu em Cincinnati em 1960.” Uma proposição é verdadeira e a outra é falsa e não há necessidade de dizer que a mesma proposição é tanto verdadeira como falsa. De fato, aprender como aplicar a Lei da Não-Contradição em casos como este demanda treino e prática, mas uma vez que esta habilidade esteja dominada a Lei da Não-Contradição permanece em harmonia com o mundo, e não há nenhum mistério nesta harmonia.[13]

A Lógica e o Deus Cristão

Até agora não consideramos qual seria a explicação cristã da validade dedutiva. Bahnsen[14] e Van Til, seu mentor,[15], não são de muita ajuda para responder a esta questão, e é portanto impossível avaliar a afirmação da vantagem comparativa da interpretação cristã das leis do pensamento.

Contudo, uma possibilidade do que significaria a afirmação ocorre de imediato à mente. Falar dos fundamentos cristãos da validade dedutiva poderia significar que o Deus cristão criou a validade dedutiva, e sem o ato criativo de Deus não existiria nenhuma validade dedutiva. Entretanto, o problema com esta interpretação é que ela implica que Deus poderia ter criado o oposto; isto é, um argumento dedutivamente válido cujas premissas verdadeiras tornariam necessária uma conclusão falsa. Isto é ininteligível, contudo, além deste problema tornar a verdade da validade lógica dependente dos caprichos e arbitrariedades de Deus.

Se Deus não criou a validade dedutiva, em que sentido seria o Deus cristão o fundamento da validade dedutiva? Neste caso, a validade dedutiva seria independente de Deus, supondo-se que ele de fato exista. Além disso, a validade dedutiva permaneceria verdadeira mesmo se Deus não existisse.

Algo que Van Til disse certa vez sugere outra interpretação. Segundo Van Til, não-cristãos e cristãos igualmente utilizam a lei formal da contradição. Entretanto, ele afirma que o teísmo cristão defende que:

Toda predicação pressupõe a existência de Deus… enquanto o antiteísmo defende que a predicação é possível sem qualquer referência a Deus. Isto imediatamente confere aos termos “é” e “não é” conotações bastante distintas. Para o antiteísta estes termos jogam contra o pano de fundo de possibilidades cruas. De modo que “é” e “não é” podem muito bem ser invertidos. O antiteísta, se bem sucedido, negou a própria Lei da Não-Contradição, porquanto a lei da não-contradição, para operar absolutamente, deve estar fundamentada em Deus.”[16]

Embora o que o argumento de Van Til seja, é um bocado obscuro, talvez a reconstrução a seguir de seu argumento capture sua idéia principal:

(1) Se o Deu s cristão não existe, então a predicação operaria contra um cenário de mera possibilidade.

(2) Se a predicação opera contra um cenário de mera possibilidade, a predicação de P para x (x é P) pode ser invertida e ~P pode ser predicado de x (x é ~P)

(3) Mas se a predicação de P para x (x é P) for revertida e ~P for ser predicado de x (x é ~P) então a Lei da Não-Contradição deve ser negada.

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Portanto, se o Deus cristão nãoe existe, então a Lei da Não-Contradição deve ser negada.

Todavia, todas as premissas deste argumento são questionáveis. Considere a premissa (1). O que significa operar conta “o cenário de mera possibilidade”? O único significado que pareceria absolutamente plausível é o cenário da possibilidade lógica. Assim interpretada, a Lei da Não-Contradição não poderia ser negada. Alguma coisa por definição é logicamente possível quando a Lei da Não-Contradição vigora. Considere a premissa (2). Sim, a predicação pode ser invertida num sentido óbvio. Por exemplo, X pode ser azul num momento e não-azul em algum outro momento; X pode ser azul no fundo no instante t e não-azul no topo no instante t, e por aí vai. Mas X não pode ser azul e não-azul no mesmo instante e de um mesmo ponto de vista. Portanto, (3) é falsa se o antecedente do hipotético for interpretado apropriadamente. O sentido no qual a predicação pode ser invertida não afeta a lei da contradição; o sentido em que não pode é baseado nesta lei. Van Til aparentemente aposta nesta ambiguidade ao apresentar este argumento.

Conclusão

Esta parte do ATD fracassa. Banhsen não ofereceu nenhuma boa razão para que a lógica pressuponha o Deus cristão. Não há nenhuma inconsistência em asseverar que a validade dedutiva é possível e que o Cristianismo é falso. Ele demonstra ter entendido mal tanto o materialismo como o convencionalismo lógico. O argumento segundo o qual sem o Deus cristão seria um mistério como a lógica se aplica ao mundo demonstrou não possuir mérito algum. A lógica pode prescindir de uma fundamentação metafísica como a que Bahnsen presume e, se uma fundamentação deste tipo for necessária, não precisa ser uma cristã. Além disso, a noção exata de um explanação cristã da lógica é obscura. Sob uma interpretação é incoerente e sob outra é problemática.

Notas

1. Veja Michael Martin “O raciocínio indutivo pressupõe a existência do Deus cristão?” Oct. 11, 1997 . Este artigo foi publicado originalmente na revista Skeptic, 5, 1997, pp. 71-75.

2. Um cassete deste debate está disponível pela Still Water Revival Books, 4710-37A Ave, Edmonton, Alberta, Canada, T61-3T5.

3. Este debate, intitulado “Um caso a favor/contra Deus: debate com o autor George Smith”, está disponível em cassete pela Covenant Tape Ministry, 22005 N. Vendo Dr. Sun City West, AZ. 85375.

4. Um argumento similar foi utilizado por Phil Fernandes num debate contra Jeff Lowder em 26 de Setembro de 1999 no Friday Center, University of North Carolina, Chapel Hill, NC.

5. De acordo com Strawson pressuposições são distintas de implicações. Se p implica g, então se g é falsa, p é falsa. Mas quando p pressupõe q, o mesmo ocorre com não-p. Se q é falsa, p não é nem verdadeira nem falsa. Isto obviamente não pode ser o que Bahnsen tinha em mente. Por exemplo, ele não pensa que a invalidade da indução pressupõe a cosmovisão cristã e ele não supõe que se a cosmovisão cristã é falsa, então não seria nem verdadeiro nem falso que a indução seria inválida. Eu infiro disso que para Bahnsen implicação e pressuposição são idênticas. Veja A.R. Lacey, A Dictionary of Philosophy (New York: Charles Scriber’s Sons, 1976), p. 91.

6. Veja sua palestra gravada “How to argue with atheists?” Um cassete desta palestra está disponível pela Still Water Revival Books, 4710 -37A Ave, Edmonton, Alberta, Canada, T61-3T5.

7. Para um exame dos argumentos contra o materialismo e suas refutações bem como um bibliografia sobre o materialismo contemporâneo veja Keith Campbell, “Materialism,” Paul Edwards, The Encyclopedia of Philosophy, Vol. 5 ( New York: Macmillan Publishing Co., Inc. & The Free Press, 1967), pp. 179-188.

8. Bahnsen utilizou o mesmo tipo de argumento contra John Dewey. Veja Bahnsen, “Pragmatism, Prejudice, and Presuppositionalism,” Foundations of Christian Scholarship, ed. G. North, (Vallicito, Calif.: Ross House Books, 1976), pp. 256-257.

9. Ernest Nagel, “Logic without ontology”, Paul Benacerraf and Hilary Putnam (ed.), Philosophy of Mathematics (Englewood Cliffs, N.J.: Prentice Hall, Inc. 1964), pp. 302-321.

10. S. Korner, “Laws of Thought,” Paul Edwards (ed.), The Encyclopedia of Philosophy, Vol. 4 (New York: Macmillan Publishing Co., Inc. & The Free Press, 1967), p. 415.

11. Veja Greg Bahnsen, “Science, Subjectivity and Scripture (Is Biblical Interpretation Scientific?) ” Este artigo está disponível pela Covenant Tape Ministry, 22005 N. Vendo Dr. Sun City West, AZ. 85375.

12. Ibid, p.416.

13. Está além do escopo deste artigo considerar se a lei do terceiro excluído vigora sempre. Mas foram oferecidas várias razões explicando porque esta lei deveria ser rejeitada em alguns contextos. Sobre esta questão veja Susan Haak,Philosophy of Logic, (Cambridge University Press, 1978), pp. 208-213.

14. Por exemplo, não obstante Bahnsen aludir repetidamente às bases cristãs da lógica em seu debate com Stein, ele não mostrou ou sugeriu o que isso seria.

15. Veja Cornelius Van Til, The Defense of the Faith (Philadelphia, PA.: The Presbyterian and Reformed Publishing Co, 1955), pp. 295-300.

16. Ibid. pp. 296-297.

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